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Manuel
A. Marques
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Curso Prático de Morse
O CURSO PRÁTICO
DE MORSE aqui apresentado constitui a parte escrita do mesmo, serviu de
complemento á aprendizagem de Morse de muitos rádio operadores com êxito. Foi
elaborado por José César Palha Ramos Pereira CR6NM baseando-se na sua experiência
pessoal como rádio telegrafista e operador de Radar de Avião da Força Aérea
Portuguesa, bem como de outros cursos de Comunicações .
Trata-se duma
adaptação. È importante salientar que a 2ª Parte do Curso consiste em
cassetes de fitas gravadas
1ªPARTE
A recepção
auditiva do código MORSE é um estudo moroso que requer muita prática e grande
dedicação por parte do aluno e, dependendo do interesse deste, é facto
provado que se torna fàcilmente possível para todos aqueles que possuam “Bom
Ouvido” – Entende-se por “Bom
Ouvido” não o facto de se ouvir bem, mas a maior ou menor facilidade
em reter na memória e ser-se capaz de reproduzir um conjunto de sons.
Não obstante entendemos que, para a velocidade de recepção exigida em
exames para Radio amadores, tal estudo estará ao alcance de todos.
PROGRAMA DESTE CURSO
Projectou-se este Curso para servir de instrumento de trabalho e auxílio
para os Radioamadores de lingua Portuguesa . Constará deste Curso o qual inclui
informações e conselhos que parecem básicos , quando seguidos à risca, para
um bom aproveitamento das lições práticas.
MATERIAL DIDÁCTICO
Para a aprendixzagem da transmissão (Recepção) do código de MORSE,
aconselha-se a utilização de um pequeno oscilador (Alimentado por pilhas ou
corrente), devendo o sinal audível ser recebido, de preferência, por intermédio
de auscultadores. Além do oscilador, papel e lápis, será conveniente
utilizar um gravador de cassetes quer para agravação directa das lições
emitidas via rádio – para posterior prática em recepção – quer para
utiulização na gravação de estações automáticas em A1 ou A2 e consequente
desdobramento numa velocidade menor.
É evidente que, igualmente como complemento indispensável, será usada
uma Chave de Morse.
CONSELHOS ÚTEIS
1º. Decorar convenientemente o alfabeto MORSE de forma a não existir
qualquer dúvida. Neste estude deverá começar-se logo a associar os sinais gráficos
aos correspondentes auditivos. Exemplificamos:
para a letra “R”, cujo sinal gráfico é (. _ .) – ponto traço ponto –
aprenderemos dizendo ti-ra-ri
., sendo a sílabas em “ra” e os traços
e as sílabas em”ri” os pontos.
NOTA: a primeira sílaba de cada caractere será sempre iniciada em “t”
e as seguintas em “r”.
2º. Escrever os caracteres sempre em letra minúscula ainda
que velocidade de transmissão seja lenta de mais para a nossa capacidade de
recepção.
A finalidade desta recomendação é evidente se dissremos que, com o
aumento progressivo da velocidade de transmissão e, consequentemente, da recepção,
se torna pràticamente impossivel acompanhar a recepção escrevendo em letras
maiúsculas.
3º. Quanto mais tempo for usado na prática da recepção, tanto mais
depressa se consegue a capacidade para receber beme a velocidades cada vez
maiores. Aconselhamos um treinamento diário.
4º. Existem, por vezes, erros de simpatia, isto é, a tendência para
trocar sinais entre si – assim acontece pela grande semelhança existente
entre eles e pela velocidade em que
esses sinais são transmitidos.
Deve evitar-se que tal aconteça porém, se tal tendência vier e
verificar-se, deverá remediar-se o mais urgentemente possível esse defeito.
5º. O operador, quando em recepoção ou transmissão, deve adoptar a
posição correcta de quem escreve.
6º. A posição corecta para transmissão deve ser sempre adoptada:
a)
– sentar-se
correctamente
b)
– colocar
sobre a pega da chave de MORSE os três dedos da mão direita
(Polegar, indicador e médio), mantendo o cotovelo apoiado sobre a mesa.
c)
– manipular
a chave com movimento do pulso.
7º. Na aprendizagem da transmissão deve começar-se por trasnmitir
lentamente e de forma correcta, mantendo a cadência.
Sobretudo, nunca transmita a uma velocidade superior àquela
que consegue receber bem.
Não esqueça que, para passar às grandes velocidades, basta uma maior
rapidez do pulso. A cadência é impres- cindível para uma boa separação
entre palavras ou grupos de palavras tornando-se, além disso, numa transmissão
bonita e agradável para o ouvido de quem recebe.
8º. Existem vários tipos de chaves de MORSE como por exemplo: Chave
simples, Duplex, Vibroplex e electrónica.
No estudo que ora fazemos deve ser utilizada a chave simples.
9º. Se no seu estudo utilizar um oscilador para gravação a uma
velocidade superior com a finalidade de obter uma reprodução mais lenta, (por
exemplo gravando a uma velocidade de gravação de 7 ½ e a uma velocidade
de transmissão de 120 caracteres por minuto) – para obter uma reprodução
à velocidade de 3 ¾ - deverá
conseguir que o oscilador emita a uma frequência de cerca de 2.000 ciclos por
segundo para que, deste modo, se evite a distorção que apareceria à
velocidade de 3 ¾.
10º. Na recepção deverá tentar escrever sempre com uma ou duas
letras em atrazo. O resultado prático deste conselho reflete-se na escrita
a qual se apresenta como se duma carta se tratasse.
PRINCÍPIO BÁSICO DO ALFABETO MORSE
Os pontos , traços e espaçamentos entre estes quer façam parte dum
mesmo caracter ou duma mesma palavra e ainda dum texto
têm, cada um, uma duração em tempo, duração essa que, mantida, dará
a cadência.
Assim, a unidade de tempo a usar é o ponto.
Teremos pois as seguintes durações:
Para o ponto (.)
a duração é
1
Para o traço ( _ )
“ “
“
3
Para o espaço entre sinais dum mesmo caracter “
“ “
2
Para o espaço entre caracteres duma palavra “
“ “
3
Para o espaço entre duas palavras ou grupos “
“ “
5
Tira-se deste quadro que, por exemplo, um traço terá a duração, em
tempo, equivalente a três pontos.
PLANO DE INSTRUÇÃO
Considerando que cada um está preparado para iniciar a recepção a ma
velocidade, lógicamente, muito lenta, iremos transmitindo sempre a essaVelocidade durante um período de tempo e,
progressivamente, aumentar a velocidade de transmissão. Assim deverá ser feito
até se conseguir atingir um máximo – nossa facilidade – enquanto
que outrpos poderão parar, se assim o desejarem, quando aptos a
satisfazer o mínimo exigido para exames.
ALFABETO MORSE
| a ._ | n . | 1 . _ _ _ | . ._._. | à ou á ._._ |
| b _... | o _ _ _ | 2 .._ _ _ | , _ _.._ _ | è ou é .._ _ .. |
| c _._. | p ._ _ . | 3 ..._ _ | ||
| d _.. | q _ _ . _ | 4 ...._ | ? .._ _ .. | |
| e . | r ._. | 5 ..... | = _...._ | |
| f .._. | s ... | 6 _.... | - _...._ | |
| g _ _. | t _ | 7 _ _ ... | / _.._. (TF) | |
| h .... | u .._ | 8 _ _ _.. | : _ _ _ ... | |
| i .. | v ..._ | 9 _ _ _ _ . | ( _._ _ ._ | |
| j ._ _ _ | x _.._ | Ø _ _ _ _ _ | ) _._ _._ | |
| k _._ | w ._ _ | ‘ ._ _ _ _. | _ .._ _ ._ | |
| l ._.. | y _._ _ | + ._.._ | ; _._._. | |
| m _ _ | z _ _ .. | ” ._.._. |
Existem sinais que muito raramente se usam e outros que não são mesmo
aplicados na prática. Dentro deste critério informamos que o desconhecimento
dos sinais abaixo indicados nada prejudicam a categoria dum operador. São eles
( )’+”_; á à â ó ò ô é è ê ç ch.
Auxílio (.S.O.S)
..._ _ _...
Atenção (começo mensagem)
_._._
Chamada
geral (CQ)
_._._ _ . _
De
(DE)
_ ...
Convite
á Transmissão (K)
_._
Espere
(AS)
._...
Entendido
..._.
Erro
ou engano
........
Fim
de Mensagem (AR)
._._.
Fim
de Transmissão (VA)
..._._
Encerramento
da Estação (CL)
_._.._..
Textos
Os textos que preencherão os períodos de emissão poderão ser elaborados
em várias línguas (textos correntes)
E, neste caso,
versando assuntos sobre rádio amadorismo, ou ainda constituidos por grupos de
3, 4, 5 ou mais caracteres, indiscriminadamente compostos de letras e algarismos.
Notas Finais
Os textos atrás mencionados , cuja elaboração merece especial cuidado, estão publicados separadamente, de modo a que o aluno possa
Inclui-se também todas as informações e conselhos. É possivel que, deste modo, possamos mais tarde elaborar, desta feita sim um trabalho um trbalho capaz
2ª.
PARTE
INTRODUÇÃO
Para maior
facilidade na aprendizagem, todos os caracteres do código de Morse (CW) foram
agrupados
em vários conjuntos a saber:
| Grupo 1: T M O | Grupo 5: R F L | Grupo 9: 1 2 3 4 5 | Grupo 13 : Códigos |
| Grupo 2: E I S H | Grupo 6: U V K | Grupo 10: 6 7 8 9 Ø | |
| Grupo 3: A N D | Grupo 7: C G Q | Grupo 11: Sinais | |
| Grupo 4: W J B | Grupo 8: Y Z P X | Grupo 12: Caracteres Vários |
TEXTOS:
LIÇÃO
Nº.1 – Grupo 1
|
|
TTTTT |
OOOOO |
MMMMM |
TTTTT |
OOOOO |
TTTTT |
OOOOO |
MMMMM |
MMMMM |
MMMMM |
|
TTTTT MMMMM |
OOOOO OOOOO |
MMMMM TTTTT |
OOOOO OOOOO |
TTTTT MMMMM |
OOOOO TTTTT |
TTTTT MMMMM |
MMMMM OOOOO |
TTTTT MMMMM |
OOOOO TTTTT |
|
OOOMM TTTOO |
TTTMM MMMOO |
MMMOO OOOTT |
TTTOO MMMTT |
OOOTT TTTMM |
MMMTT MMMOO |
TTTOO TTTMM |
MMM00 OOOTT |
OOOTT MMMTT |
TTTMM TTTOO |
|
TOOOO OTTTT |
MOOOO MOOOO |
MTTTT TMMMM |
OTTTT OMMMM |
OMMMM MTTTT |
TMMMM TOOOO |
OMMMM OMMMM |
MTTTT MTTTT |
TOOOO OTTTT |
MOOOO TMMMM |
|
TTMOO MMOTT |
MMOTT TTMOO |
OOTMM OOTMM |
TTOMM MMTOO |
MMTOO TTOMM |
OOMTT OOTMM |
TTOMM OOMTT |
MMOTT TTMOO |
OOTMM TTOMM |
TTOMM MMOTT |
LIÇÃO Nº.2 – Grupo |
|
EEEEE IIIII |
SSSSS HHHHH |
HHHHH EEEEE |
IIIII IIIII |
HHHHH EEEEE |
SSSSS HHHHH |
IIIII SSSSS |
EEEEE HHHHH |
HHHHH IIIII |
SSSSS SSSSS |
|
EEEII HHHII |
SSSHH IIIHH |
IIIEE SSSII |
HHHSS HHHSS |
EEESS EEEII |
SSSII IIIHH |
HHHEE SSSEE |
EEEHH EEEHH |
IIISS IIISS |
SSSEE HHHSS |
|
IIHHH SSIII |
SSEEE EEIII |
HHIII SSHHH |
EESSS IIEEE |
SSHHH HHIII |
IIEEE HHHEE |
EEHHH SSEEE |
HHSSS IIEEE |
IISSS HHSSS |
HHEEE IIHHH |
|
IIHHH SSIII |
SSEEE EEIII |
HHIII SSHHH |
EESSS IIEEE |
SSHHH HHIII |
IIEEE HHEEE |
EEHHH SSEEE |
HHSSS IIEEE |
IISSS HHSSS |
HHEEE IIHHH |
|
EHHHH SHHHH |
SIIII IEEEE |
HSSSS HSSSS |
IHHHH SIIII |
EIIII IHHHH |
HIIII ESSSS |
SEEEE ISSSS |
ISSSS HEEEE |
ESSSS SHHHH |
HEEEE HSSSS |
|
HHISS IIHSS |
EEHII SSEII |
SSIEE HHIEE |
IISHH EEHSS |
HHSII SSHII |
|